Pode ser hoje o grande dia para o estado de Indiana. Um das mais fanáticos dos Estados Unidos, ele hoje verá o Fever jogar a partida 4 da final da WNBA contra o Minnesota Lynx (22h de Brasília) para tentar conquistar não só o primeiro título de uma franquia do Leste desde 2008, mas sim o primeiro troféu de campeão do Estado em qualquer nível de competição profissional de basquete (antes, o máximo que havia conseguido foi ver os Pacers na final de 2000 contra os Lakers – derrota por 4 a 2). Depois de fazer 76 a 59 na sexta-feira, o time abriu 2 a 1 e encurralou o Minnesota Lynx (Shavonte Zellous, que nunca havia marcado mais de 18 pontos em sua carreira na liga, teve incríveis 30 em uma atuação para a história).
Mas o passado traz lições importantes para o time da craque Tamika Catchings (foto). Em 2009, o Fever abriu 2 a 1 contra o Phoenix Mercury e teve a chance de conquistar o caneco em casa. Mas jogou mal, levou 90 a 77 (55 pontos do trio Pondexter, Penny Taylor e Diana Taurasi) e foi ao Arizona para perder a final por 3 a 2 após o 94 a 86 daquele 9 de outubro.
Além disso, nas últimas três finais que não houve varridas (2006, 2007 e 2009), o vencedor do jogo 3 perdeu a final da WNBA, e o Indiana Fever ganhou o jogo 3. O Indiana Fever também antes desta temporada havia vencido apenas quatro partidas de pós-temporada fora de casa e neste ano já conseguiu o feito três vezes, pode se tornar o primeiro time da história a ser campeão após começar todas as suas séries de playoff perdendo – isso tudo, é bom dizer, sem Katie Douglas na decisão.
Do outro lado estará um time mordido, mas ainda balançando após a pancada que levou na sexta-feira. A melhor maneira para o Fever conquistar o título inédito seria começar a partida de hoje colocando na lona um adversário que está nas cordas. Seimone Augustus disse, após o desentendimento de dois dias atrás, que simplesmente não conseguia explicar o que aconteceu na quadra.

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