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Presidente da AESJ diz que ginásio ficará trancado e ameaça a realização do jogo contra Franca; dirigente da OS justifica mudança e admite que foi à revelia
A crise está instalada no basquete de São José dos Campos. A desfiliação da Associação Esportiva São José na Federação Paulista da modalidade, no dia 25 de setembro, às vésperas das eleições municipais, causa mal estar no clube --substituído à revelia pelo São José Desportivo, a nova OS (Organização Social) do Esporte.
O caso foi revelado, com exclusividade, neste sábado, pelo O VALE. O quinto e último jogo dos playoffs das quartas de final, entre São José e Franca, amanhã, às 20h, corre o risco inclusive de nem acontecer, pelo menos no ginásio Lineu de Moura, pertencente à AESJ.
O presidente do clube, Sérgio Monteiro, disse que a parceria do clube para a utilização do ginásio é com a Prefeitura e não com a OS. “Para o São José Desportivo usar o ginásio, primeiro teria que passar pela aprovação do Conselho Deliberativo do clube, que aprovou a parceira da Associação com a Prefeitura”, disse Monteiro.
“Eu não posso liberar o espaço para um outro clube”, afirmou o presidente.


Inviável. Segundo ele, uma eventual aprovação do conselho para a São José Desportivo é improvável até segunda-feira. 

“Temos 40 conselheiros e precisaríamos de pelo menos 21 deles para fazer uma votação. Dificilmente haveria tempo hábil para isso e nem é interesse do clube fazer isso”, afirmou Monteiro.
Atualmente, a prefeitura paga R$ 3.600 pelo aluguel do ginásio. “Em dois anos, o clube investiu R$ 200 mil em melhorias no local. E a sala de fisioterapia, por exemplo, eles usam de graça. Vamos começar a cobrar por isso também”, afirmou o presidente da AESJ.
O diretor executivo da OS e presidente do novo clube, Dalvi Rosa Moreira, admitiu a O VALE que fez a mudança sem o consentimento do clube .
O secretário de Esportes de São José, Sérgio Francisco Theodoro, voltou a ressaltar ontem que a mudança foi feita à revelia do governo e defendeu o presidente da Associação Esportiva São José.



O diretor executivo da OS São Jose Desportivo, Dalvi Rosa Moreira, que aparece no site da Federação Paulista de Futebol como presidente do clube, admitiu ontem que a mudança de filiação foi feita sem a consulta prévia à Associação Esportiva São José.

“Sempre existiu uma relação de confiança entre o basquete e o clube. E a procuração (que foi usada para fazer a filiação da São José Desportivo) é o suficiente”, disse Dalvi, ontem à tarde a O VALE.
Segundo ele, a diretoria do clube ainda seria procurada para ficar a par do assunto. “Estamos esperando acabar os playoffs (das quartas de final) para falar sobre isso”, disse.
Melindre. Segundo Dalvi, um possível impedimento de usar o ginásio seria uma atitude radical.

Mudança revolta a torcida. A mudança de filiação da equipe de basquete da AESJ para a São José Desportivo causou indignação entre os torcedores da equipe, que frequentam o ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos.

“Isso é um desrespeito à democracia. Manifestamos o nosso apoio ao presidente da Associação Esportiva São José, Sérgio Monteiro”, disse Renato Gaia, presidente da torcida organizada Pânico, que promete para amanhã uma manifestação pacífica no ginásio, ao lado da outra torcida organizada do clube, a Sexto Elemento.

“Deixamos aqui nossa nota de protesto diante dessa notícia e aguardamos explicações dos responsáveis por tal atitude. A Vermelhinha carrega a história dessa nova fase do basquete de São José dos Campos e não pode ser tratada como se fosse apenas barriga de aluguel”, disse Juliano Souza, presidente da Sexto Elemento, através de sua conta na rede social Facebook.


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