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AG.FECAPA/TURNOVERBR
A equipe do Turnover Brasil bateu um papo com dois personagens que estão resgatando a memória do basquete francano e também um pouco mais sobre a história da modalidade no Brasil, André Melo e o ex-atleta jogador Chuí, nos contaram como será o lançamento do projeto onde irá reviver os tempos dourados do basquete no Clube dos Bagres, lugar onde começou a história do basquete em Franca pelas mãos do saudoso "Pedroca".

AG.FECAPA/TURNOVERBR
Turnover Brasil - De onde surgiu a ideia de montar um "Instituto Memória do Basquete" e "Por que?"

André Melo - A ideia surgiu porque nós sentimos que em Franca as pessoas não valorizam muito a história, então vemos vários ex-atletas comparecendo e assistindo aos jogos no Pedrocão, e vimos que alguns desses que fizeram parte da história do basquete de Franca, não eram conhecidos e isso mexeu muito com todos nós, então vimos que estava na hora de organizar essa ideia que já é de todo mundo a muito tempo, muitos falaram em "organizar" essa história do basquete, mas muitos não levaram isso para frente, então reunimos e começamos a organizar e montar o instituto, para cuidar especificamente da memória e da história do basquete.

Chuí - Dentro da pratica também, a gente percebe que o clube como gestor da equipe, Franca Basquete, não tem tempo hábil para gerenciar esse assunto, essa parte da história, históricamente o Sérgio Aleixo era quem fazia esse trabalho com as súmulas, contando como foi a partida, scouts, tudo do modo dele, e hoje em dia, você precisar fazer isso mas de um modo mais profissional, e vimos que o modo ideal para isso é você criar um instituto para que seja feito e preservado toda essa informação como já é feito nos grandes centros, e como o Franca não tem ainda isso dentro do clube, o instituto vai passar a gerenciar toda essa história do basquete em Franca.

TB - Quem são as pessoas envolvidas no projeto? E quais serão os principais materiais disponibilizados ?

André e Chuí - Para começar o instituto tem três objetivos principais, o primeiro é reformar o ginásio do Clube dos Bagres onde "nasceu" o basquete organizadamente falando, o segundo é criar esse centro de documentação histórica, que é onde vai ficar organizado toda a documentação, todos os troféus, todas as medalhas, tudo o que o basquete francano tem independente da época, do nome, e do time, e em terceiro que é criar o "Museu do Basquete", mas em relação aos membros, nós somos em nove membros fundadores, e dentro do conselho do instituto, somos em vinte e uma pessoas, então são os nove fundadores mais doze membros, e esses membros, nós optamos porque como o basquete é algo da cidade, optamos por chamar representantes em vários seguimentos como do próprio Franca Basquete, da ACIF, ex-representantes da ASPA, o ex-técnico Michel que foi técnico das categorias de base das décadas de 80 e 90, jogadores e ex-jogadores como Helinho, Chuí, Fernando Minucci e outros, então é um grupo bem diversificado mas que tem algo em comum, que é gostar de basquete e respeitar e muito essa história de 55 anos.

TB - Qual a necessidade de montar esse Instituto no Bagres e não em outro local ou cidade?
Vista da quadra do Clube dos Bagres / Edson Silva/Folhapress

Chuí O instituto ele é um orgão, uma associação civil sem fins lucrativos, hoje o endereço é da casa do André, então ele pode atuar em qualquer instituição, o que nós estamos fazendo com o clube é resgatar a história de Franca, porque se você contar a época de 50 , 60 , 70, até 84 mais ou menos, você vê que 35 anos, mais da metade da histórica do clube se passou naquele local, as pessoas se reuniam lá, jogavam basquete, futebol, nadavam, então o clube fez parte da cultura da cidade, então estamos resgatando essa cultura e também o espaço físico, mas o instituto em si, pode funcionar em várias áreas e em vários locais.

André - E uma das coisas que alavancou a nossa motivação para montar o instituto, foi uma notícia que foi veiculada nos jornais de Franca em 2011 de que o Clube dos Bagres iria acabar, que iria virar local de salão de festas e outras coisas, e então ao ouvirmos isso ficamos chateados porque iria ser perder uma rica história por conta desse abandono, e ai começamos a fazer os contatos e ai conseguimos fazer um contrato de aluguel por 60 anos, então por 60 anos aquele espaço é nosso para ser administrado, então nada melhor do que montar as atividades naquele espaço, e como precisamos de um espaço físico, optamos por lá por ser um bom espaço, então la será o museu e tudo mais, mas um museu ativo, com uma quadra funcional, que possa receber jogos, treinos, não só do time principal mas também das categorias de base, eventos e clínicas SEMPRE relacionados ao basquete.

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TB - Qual a previsão de concluir em 100% o projeto?

Chuí - O que nós alugamos hoje foi o ginásio, a quadra externa e a área das piscinas, então nós temos cerca de três mil metros disponíveis, e com o tempo vamos organizando tudo isso ai, até dezembro teremos a quadra coberta com o piso trocado, tabelas, iluminação e funcionando. E quando a gente fala na construção do espaço físico do museu e tudo, isso é um projeto que vai se começar daqui a dois anos, pois existe requisitos técnicos, pesquisas, e isso leva tempo pois temos bastante material e isso tem que ser bem redigido, e de forma clara, é um processo demorado porque é feito por pessoas capacitadas e tem uma organização técnica, não é só colocar os troféus e pendurar as medalhas e isso demora um pouco até ficar pronto, mas a quadra coberta em si, o ginásio de basquete mesmo até o fim do ano estará pronto.

André - Nossa idéia é começar devagar pois se formos querer abraçar tudo, não conseguiremos fazer nada, então vamos começar bem devagar com objetivos traçados já, e igual o Chuí falou, até o fim do ano teremos o ginásio pronto, que é o principal, no ano que vem, a nossa proposta é atuar na quadra externa e nas piscinas, e para isso nós precisamos de cobrir, tem todo um procedimento por ser um patrimônio tombado, tem que ser um projeto muito bem elaborado, e vamos respeitar muito essa questão da memória de preservar a arquitetura como ela era, e no futuro, esse espaço da área descoberta e da piscina, ai sim la vai ser o museu, nos moldes do museu do futebol que existe em São Paulo, um museu bem interativo, moderno, com recursos áudio-visuais, então não vai ser simplesmente um troféu que vai ficar parado la, esse troféu sozinho vai contar a história de como ele parou ali através de todos esses recursos tecnológicos.

TB - Até o momento, como essa iniciativa foi recebida pela cidade, pela prefeitura e por outras autoridades ligadas ao basquete ?

Chuí - Foi muito bem recebido,  e como nós falamos no começo, quando você resgata a história, 70% das pessoas passaram pelo ginásio do Clube dos Bagres, e quando souberam disso, o olho deles brilhavam, e já perguntavam, "Vocês vão reativar o ginásio ? Eu vou poder ir lá de novo , jogar basquete , frequentar tudo aquilo novamente?" E sim, tudo isso será feito, então por isso você nota que é um desejo da cidade, e nós só estamos fazendo isso acontecer, das pessoas terem aquele gostinho de pisar novamente no ginásio, resgatar a história, reviver bons momentos, e isso tudo será realidade com o apoio de todo o cidadão de Franca.

André - E nós tomamos uma cautela muito grande, porque igual o Chuí disse, nós conversamos com a cidade toda, então hoje se você sai na cidade e perguntar, o pessoal conhece esse projeto, pois preocupamos em conversar antes com os ex-atletas, com membros do instituto, membros do Franca Basquete, da ASPA, do instituo Fausto Gianecchini, e então nós fizemos todo o contato com a cidade, com vereadores, com o prefeito, ex-presidente, então nós precisamos de ter uma chancela desse pessoal, então eles precisam sabe tudo o que vamos fazer para eles mesmos nos darem dicas e ajudarem em como faremos.

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TB - Sobre os kits em homenagem ao "Pedroca", mais da metade dos 300 kits já foram comercializados, foi uma surpresa essa boa aceitação do pessoal de Franca?

André - A aceitação ta muito grande na cidade, as pessoas ou viveram essa fase do basquete de Franca ou querem saber como foi essa passagem que deu fama e fez a ligação do esporte a cidade, então a princípio optamos por fazer essas quatro camisetas, pois elas são as primeiras camisetas que começaram a hisória do basquete em Franca, e por coincidência, esses quatro times foram treinados pelo "Pedroca", então por isso batizamos o kit de "Kit Pedroca" e no futuro vamos trabalhar com outros materiais pois tem várias histórias de sucesso nas camisas do Franca, e nós temos algumas ações já traçadas para fazer uma coisa de cada vez, essas já estão feitas então temos que vender para que possamos com o dinheiro fazer a reforma do que nós propomos a fazer até o fim do ano, para não ter que ficar precisando de verba de governo federal , estadual e que demora muito até sair, e a partir disso o ano que vem já teremos um ano de existência e com isso podemos conseguir verbas e depois fazermos tudo passo a passo que da certo, já temos ações planejadas e no momento certo vamos soltar e realizar uma coisa de cada vez todo o nosso planejamento.

Chuí - E também a aceitação foi boa pelo fato de não só contar as coisas boas que o basquete trouxe como títulos e todo o resto, o basquete de Franca foi construído muito pela superação, contaremos essas histórias que passaram e que ainda está sendo escrito, como no jogo em Uberlândia, vocês foram lá e no ginásio do time adversário vocês empurraram o time e saiu vitorioso, e isso é uma marca de Franca e o pessoal gosta de saber dessas histórias de aprender e ver como era e é a ligação equipe e torcida que da o valor, falaremos dos radialista a história e a ajuda deles na divulgação do esporte falando bem ou mal porque eles tão narrando o jogo dando vida ao jogo, então tem muita coisa, estamos bem focados em coisas que é possível ser feita como a reforma do ginásio, o "Kit Pedroca" que vai ajudar nisso, mais uma vez o Pedroca ajudando e aparecendo na história do Franca, nós até comentávamos quando jogava que essa partida ganhamos com a ajuda do  seu "Pedro" , aquela bola caiu graças a o seu "Pedro", por causa da energia boa que ele passava e passa ainda para qualquer um que vai ao ginásio, e nós conversamos com a família dele e estão super contentes de usarmos o nome dele para resgatar essa história que ele fez acontecer.

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TB - Falando em reforma do Clube dos Bagres, o que está ativo hoje ? E o que precisará mudar ou revitalizar ?

Chuí - O que está ativo é a sauna, e na entrada onde possui o prédio com aqueles três andares onde existe a academia, a administração, nós pensamos em muita coisa no que pode ser feito, claro que nem tudo da para se fazer com extrema perfeição, no caso de estacionamento, sabemos que no centro da cidade é complicado estacionar, temos espaço? Temos . Podemos viabilizar isso ? Podemos, porque temos muitos espaços mas ainda não está no nosso alcance ainda, tem um desenho da quadra que é o start inicial, o resto virá como consequência de trabalho por etapas, tudo depende de como vai acontecendo as coisas, no começo vamos ver como vai ser isso e com o decorrer do tempo, o próprio entorno ali cria a situação para que conforte mais ainda as pessoas e com isso facilitando todo o acesso.

  • O Instituto Memória do Basquete em parceria com o Turnover Brasil convida à todos nossos leitores a comparecerem no evento de lançamento do Projeto no dia 24/04 às 20h00 na Camara Municipal de Franca. 
 
Confira a reportagem da EPTV sobre o Instituto: AQUI!

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