Depois de receber o convite com a confirmação da participação no Mundial de Basquete que acontecerá na Espanha em agosto, A FIBA entidade que comanda o basquete no mundo teme o não cumprimento da CBB para o pagamento das taxas necessárias e além de poder prejudicar o futuro do basquete nas Olimpíadas do Rio 2016.
Segundo o dirigente Alberto Garcia, a entidade que comanda
o basquete nacional está quebrada e não tem condições de cumprir uma
série de compromissos assumidos com a FIBA na conquista de um convite
para a Copa do Mundo da modalidade. "Eles se comprometeram a
pagar 1 milhão de francos suíços à FIBA até 2016. Pagaram uma parte, mas
não tem como pagar o restante", disse o dirigente.
"Também se comprometeram a uma série de investimentos na base, no
fomento da modalidade, no basquete 3x3, mas até agora nada. Não tem da
onde tirar esse dinheiro".
A grave situação financeira corre risco de tirar o basquete brasileiro do Rio-2016.
Mesmo como país-sede, o país terá que disputar o Pré-Olímpico e, caso
não obtenha classificação, ficaria à espera de mais um convite da FIBA, que
novamente analisaria os aspectos financeiros e a importância da
modalidade para o país. "Isso acontece para que países que não
tem basquete se classifiquem automaticamente para as Olimpíadas. Imagina
se a Bolívia ou a Guatemala fossem sedes dos Jogos. Lá não tem
basquete, então não poderiam se classificar direto. Dessa forma, do
jeito como as coisas estão sendo administradas no basquete brasileiro, o
país corre sério risco de ficar fora", afirmou Garcia.
A CBB mostrou interesse à Fiba Américas de organizar os Pré-Olímpicos
masculino e feminino. Porém a quantia de
US$ 15 mil da taxa de inscrição para se candidatar aos eventos não tem como ser paga no momento. "Uma
entidade que não tem esse dinheiro, terá dinheiro para quê?", criticou o
dirigente da FIBA.
O dirigente revelou que a CBB recusou um convite
da Euroliga para participar de uma competição sub-18, alegando falta de
verbas para a viagem.
"Tenho certeza de que o Brasil fará um bom
papel no Mundial, tem uma seleção sólida e grandes nomes. Mas e depois
disso? Se você não fomenta a base, não tem praticantes, qual é o futuro
do basquete nesse país. Tem que mudar essa administração, contratar
gestores profissionais, pessoas do marketing. Se não tiver
credibilidade, não atrai a iniciativa privada", disse Garcia.
A situação mostra que não está nada fácil desenvolver o basquete no país, uma entidade "falida" que empurrando do jeito que dá, tenta colocar o basquete em melhores situações e a profissionalização seria o primeiro passo para o desenvolvimento correto do esporte.


Postar um comentário
0 comentários
Obrigado pelo seu comentário. Não publicamos neste blog comentários com palavras de baixo calão, denúncias levianas e troca de ofensas entre leitores.