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| Foto: Cacau Campos |
Confira tudo que rolou nessa entrevista, tem NBB, Jogo das Estrelas, Seleção Brasileira, Mundial, Liga das Américas e muito mais!
Estou um pouco acostumado, pois estou a seis anos na Liga, sendo o estrangeiro que está aqui a mais tempo. Mas não me sinto cansado, encaro tudo como uma grande festa, onde me divirto em meu ambiente de trabalho. Tudo isso mostra também o grande crescimento do basquete nos últimos anos, e sendo estrangeiro me sinto parte desse crescimento, pois acabo sendo uma referencia para os outros estrangeiros, já que conheço melhor a forma de trabalho, e também o que o Jogo das Estrelas representa para o Basquete Brasileiro.
Você tem vontade de atuar no Jogo das Estrelas pelo time do Brasil?
Já me sinto bem brasileiro, o que me falta mesmo é a documentação, para pode realmente falar que "sou um brasileiro", mas a vontade sempre está presente. Por enquanto quando estou jogando a vontade é sempre a mesma, apesar que o time do Brasil não precisa muito de mim, já possuem bastante jogador capacitado para a função.
| Alex e Shamell, no Jogo das Estrelas |
Quando você veio pra o Brasil, já esperava ser ídolo de um time, e ter tantos fãs e admiradores do seu basquete pelo país?
Desde que jogo basquete, sempre quis ser um jogador diferenciado, mas nunca imaginei que tomaria tais proporções. Apesar que sou um cara que vivo correndo atrás dos meus sonhos, e esse é um sonho meu, morar em outro país, falando um idioma diferente, com dois filhos brasileiros e ser uma referência no basquete dessa forma. O mais difícil é ter esse sonho e não saber como chegar, e felizmente cheguei em um dos meus objetivos.
Desde que jogo basquete, sempre quis ser um jogador diferenciado, mas nunca imaginei que tomaria tais proporções. Apesar que sou um cara que vivo correndo atrás dos meus sonhos, e esse é um sonho meu, morar em outro país, falando um idioma diferente, com dois filhos brasileiros e ser uma referência no basquete dessa forma. O mais difícil é ter esse sonho e não saber como chegar, e felizmente cheguei em um dos meus objetivos.
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| Shamell em jogo do NBB |
Como é ser o cestinha do Pinheiros no campeonato? E o fato de muitas das vezes ter que decidir o jogo pesa?
Essa responsabilidade sempre foi minha, a minha função é controlar a equipe em quadra e pontuar quando é preciso pontuar. E na hora que precisar decidir o jogo eu sou o cara que possuí esse papel, eu quero sem pre a bola. Mas isso vem desde o começo, quando tinha 18 anos, nunca tive medo de errar e isso veio naturalmente em minha carreira, pois venho trabalhando assim.
Essa responsabilidade sempre foi minha, a minha função é controlar a equipe em quadra e pontuar quando é preciso pontuar. E na hora que precisar decidir o jogo eu sou o cara que possuí esse papel, eu quero sem pre a bola. Mas isso vem desde o começo, quando tinha 18 anos, nunca tive medo de errar e isso veio naturalmente em minha carreira, pois venho trabalhando assim.
Sabemos que você está/estava em processo de naturalização, essa ainda é sua vontade? Você se vê defendendo a seleção brasileira?
Ainda tenho essa vontade, a de ser naturalizado. Infelizmente não consigo saber se vai sair e quando vai sair minha naturalização. E eu fico esperando, correndo atrás para saber mais, mas as vezes cansa um pouco, pois parece um processo longo e distante. Mas quando acontecer, é algo que vem para somar em minha vida.
O que você acha da naturalização do Larry Taylor?
Ah, foi legal. No começo confesso que fiquei um pouco chateado, porque ele conseguiu e eu não, mesmo sendo casado com brasileira e tendo dois filhos. E ele conseguir sem casar, sem filhos nem nada. Mas fiquei feliz em saber, paguei até jantar para ele e nossa amizade continua a mesma, nunca torço contra ninguém, muito menos contra ele, e no que o Larry puder ajudar a Seleção Brasileira, vou torcer. Só no começo que dói um pouquinho, pois me considerava mais brasileiro que ele na época.
Você se vê defendendo a Seleção Brasileira?
Sempre torço para que isso aconteça. Ainda mais nessas Olimpíadas do Rio, o Mundial da Espanha. E pela oportunidade de jogar com uns caras que sempre sonhei, como o Alex, Giovannoni e Nenê, que são meus amigos. Mas infelizmente não posso controlar isso, se chegar minha hora, vou saber corresponder ao que for preciso.
Ainda tenho essa vontade, a de ser naturalizado. Infelizmente não consigo saber se vai sair e quando vai sair minha naturalização. E eu fico esperando, correndo atrás para saber mais, mas as vezes cansa um pouco, pois parece um processo longo e distante. Mas quando acontecer, é algo que vem para somar em minha vida.
O que você acha da naturalização do Larry Taylor?
Ah, foi legal. No começo confesso que fiquei um pouco chateado, porque ele conseguiu e eu não, mesmo sendo casado com brasileira e tendo dois filhos. E ele conseguir sem casar, sem filhos nem nada. Mas fiquei feliz em saber, paguei até jantar para ele e nossa amizade continua a mesma, nunca torço contra ninguém, muito menos contra ele, e no que o Larry puder ajudar a Seleção Brasileira, vou torcer. Só no começo que dói um pouquinho, pois me considerava mais brasileiro que ele na época.
| Shamell e Larry Taylor no Programa do Jô |
Sempre torço para que isso aconteça. Ainda mais nessas Olimpíadas do Rio, o Mundial da Espanha. E pela oportunidade de jogar com uns caras que sempre sonhei, como o Alex, Giovannoni e Nenê, que são meus amigos. Mas infelizmente não posso controlar isso, se chegar minha hora, vou saber corresponder ao que for preciso.
Como foi a experiência de jogar ao lado do Leandrinho?
Foi incrível, para ambas as partes. Já conhecia o Leandrinho, pois tivemos o mesmo agente durante um tempo. Mas durante o jogo formávamos uma dupla bem bacana, pois um ajudava o outro no máximo, nos treinos e nos jogos. Por mim, deixou mais tranquilo, pois nós dois pontuávamos juntos, sempre nas equipes o melhor marcador fica em mim, comigo e o Leandrinho em quadra, era bem difícil marcar. E agora que estou sozinho para essa função, a de pontuar, torna a função pouco mais difícil. Mas quando ele foi embora, agradeci muito a oportunidade de ter ele como companheiro de equipe.
Foi incrível, para ambas as partes. Já conhecia o Leandrinho, pois tivemos o mesmo agente durante um tempo. Mas durante o jogo formávamos uma dupla bem bacana, pois um ajudava o outro no máximo, nos treinos e nos jogos. Por mim, deixou mais tranquilo, pois nós dois pontuávamos juntos, sempre nas equipes o melhor marcador fica em mim, comigo e o Leandrinho em quadra, era bem difícil marcar. E agora que estou sozinho para essa função, a de pontuar, torna a função pouco mais difícil. Mas quando ele foi embora, agradeci muito a oportunidade de ter ele como companheiro de equipe.
Você já está bem adaptado ao Brasil e ao estilo de jogo do Pinheiros e o comando do Mortari, mas você ainda pensa em voltar para os EUA?
Eu sempre penso em voltar. Converso bastante com meu empresário sobre isso, e disse que meu sonho é voltar para os EUA. Mas como o campeonato aqui é muito longo, não temos uma data certa. E enquanto eu estiver no Pinheiros, meu pensamento é apenas no Pinheiros. pois estou em casa.
Eu sempre penso em voltar. Converso bastante com meu empresário sobre isso, e disse que meu sonho é voltar para os EUA. Mas como o campeonato aqui é muito longo, não temos uma data certa. E enquanto eu estiver no Pinheiros, meu pensamento é apenas no Pinheiros. pois estou em casa.
Nos últimos anos o investimento dos clubes brasileiros tem aumentado consideravelmente. O que eu acho uma grande parte do basquete, o investimento. E com investimento é possível contratar mais estrangeiros, a exemplo da Euroliga, o segundo maior basquete do mundo, eles procuram juntar os caras da Europa, com alguns dos melhores americanos em disposição, deixando a Liga mais forte. Além de que agora está passando a final do NBB na Globo, que é TV aberta, o que na primeira edição não aconteceu. Apesar de que ainda está tentando ser mais organizado, está no caminho certo. Com planejamento, que é o mais importante.
Qual é seu maior ídolo no Basquete e por que?
Michael Jordan, sempre foi. Acho que se você pegar um jogador que pode jogar em todos os tempos, você pode escolher o MJ. Em 2014, você poderia colocar ele dentro de quadra agora, ele faria fácil 50 pontos por partida. A sua motivação é incrível, a forma com que ele pensa é diferente dos demais, como se ele é o melhor esse ano, no ano que vem ele vai ser melhor ainda, e isso me motiva bastante.
Michael Jordan, sempre foi. Acho que se você pegar um jogador que pode jogar em todos os tempos, você pode escolher o MJ. Em 2014, você poderia colocar ele dentro de quadra agora, ele faria fácil 50 pontos por partida. A sua motivação é incrível, a forma com que ele pensa é diferente dos demais, como se ele é o melhor esse ano, no ano que vem ele vai ser melhor ainda, e isso me motiva bastante.
Qual a expectativa, e quão
preparado estão para serem bi campeoes da liga das américas? e qual a
sensação de ser campeão deste torneio importante?
Sim, estamos preparados. Sabemos que não vai ser fácil, assim como no ano passado, esse ano agora ainda ninguém conhece a gente, somos apenas "mais um time do Brasil", mas com tudo isso estou bem preparado para dar o meu melhor e mudar a nossa história. Sei que ninguém vai dar nada para a gente, sempre foi assim, nunca foi fácil para mim, nem para eles. Mas com nossa experiência, vamos colocar a cabeça no lugar e conquistar mais esse título se tudo correr bem.
Como foi a experiência de jogar contra o Olympiacos?
Por mim, não foi uma surpresa, pois já joguei contra os caras da NBA, da Euroliga, mas sei que é diferente, porque os caras sabem jogar, além da forma em que as equipes são montadas é diferente das do Brasil. Aqui, talvez você tem cinco jogadores que carrega minutos em uma equipe, já no Olympiacos, eles tem no mínimo uns dez jogadores que revezam os minutos, aí os dez jogadores cada um tem um tipo diferente de qualidade, mas que possuem uma grande experiência. Se formos ver pelo Pinheiros, temos os cinco titulares e mais dois jogadores que tem qualidade, o restante menino, que nunca sentiu pressão, e nada do tipo. Além de que é difícil encontrar um time brasileiro com pivôs com mais de 2m10, lá é comum, e não possuem um ou dois, são no mínimo quatro. O que muda é o jeito de montar a equipe. Nessas partidas contra o Olympiacos, joguei 39 minutos em média, já o melhor jogador da equipe deles, o Spanoulis jogou média de 22 minutos, o que mostra bem o que falei antes. Mas para todos nós foi uma grande experiência, conseguimos fazer boas partidas e isso ajudou muito na divulgação do basquete brasileiro para o mundo.
Sim, estamos preparados. Sabemos que não vai ser fácil, assim como no ano passado, esse ano agora ainda ninguém conhece a gente, somos apenas "mais um time do Brasil", mas com tudo isso estou bem preparado para dar o meu melhor e mudar a nossa história. Sei que ninguém vai dar nada para a gente, sempre foi assim, nunca foi fácil para mim, nem para eles. Mas com nossa experiência, vamos colocar a cabeça no lugar e conquistar mais esse título se tudo correr bem.
| Pinheiros Campeão da LDA |
Por mim, não foi uma surpresa, pois já joguei contra os caras da NBA, da Euroliga, mas sei que é diferente, porque os caras sabem jogar, além da forma em que as equipes são montadas é diferente das do Brasil. Aqui, talvez você tem cinco jogadores que carrega minutos em uma equipe, já no Olympiacos, eles tem no mínimo uns dez jogadores que revezam os minutos, aí os dez jogadores cada um tem um tipo diferente de qualidade, mas que possuem uma grande experiência. Se formos ver pelo Pinheiros, temos os cinco titulares e mais dois jogadores que tem qualidade, o restante menino, que nunca sentiu pressão, e nada do tipo. Além de que é difícil encontrar um time brasileiro com pivôs com mais de 2m10, lá é comum, e não possuem um ou dois, são no mínimo quatro. O que muda é o jeito de montar a equipe. Nessas partidas contra o Olympiacos, joguei 39 minutos em média, já o melhor jogador da equipe deles, o Spanoulis jogou média de 22 minutos, o que mostra bem o que falei antes. Mas para todos nós foi uma grande experiência, conseguimos fazer boas partidas e isso ajudou muito na divulgação do basquete brasileiro para o mundo.


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