E deu Flamengo na final da
LDB 2013, em mais de 30 minutos de partida, os mandantes, empurrados
pela sua fanática torcida, que compareceu em grande número, foram absolutos,
nunca ameaçados e faturaram o bicampeonato em três edições do torneio, com a
vitória por 51 a 42.
O jogo começou com os dois
times com posturas bastante diferentes. Enquanto o Flamengo brigava por todas
as bolas o Minas aceitava passivamente a iniciativa rubro-negra, que vinha
através de bons contra-ataques puxados por Gegê, a mão calibrada de Chupeta,
além da força de Cristiano Felício, que comandou o garrafão. Para completar, os
mandantes contavam com o apoio de sua torcida, que após a primeira cesta pelas
mãos do armador não parou mais de cantar. Dono do jogo, os cariocas foram
abrindo vantagem sem serem incomodados, até fecharem o período em 18 a 9. Diferentemente
dos dez minutos iniciais, os mineiros mudaram de personalidade e começaram a
incomodar mais o Flamengo com uma defesa forte. O êxito pode ser visto no
placar dos rubro-negros inalterado até a metade do quarto. Porém, se os
cariocas não conseguiam pontuar, os mineiros também não. Cometendo muitos erros
por nervosismo e afobação, os visitantes perderam quase todas as bolas de
rebote e foram para o vestiário 14 pontos atrás no marcador.
A sensação de que o Minas poderia crescer na segunda etapa,
após o papo no vestiário, foi descartada logo nos primeiros minutos do terceiro
quarto. Abatidos, os visitantes viram o Flamengo ampliar a vantagem com Gegê,
Diego e Felício, chegando a colocar 19 pontos de frente. A distância no placar
permitiu ao técnico Paulo Chupeta tirar o seu armador. Foi neste período que o
time mineiro cresceu, muito por causa das bolas de longa distância do ala
Rafael. Entretanto, o bom momento não foi suficiente para descontrolar os
rubro-negros, que logo voltaram a comandar a partida, quando Gegê retornou à
quadra. Com 13 pontos de vantagem, o Flamengo foi para o quarto final mais
para administrar o placar do que qualquer outra coisa. E soube fazer isso,
razoavelmente, bem. Fortes na defesa, mas desconcentrados no ataque, os
cariocas viram o adversário diminuir, mas não o suficiente. Uma bola de Douglas
colocou a diferença em nove. A vitória já estava assegurada. Daí para frente
foi só esperar os segundos passarem para soltar o grito da garganta.




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