Amaury Pasos um dos pilares do time bicampeão mundial nos
anos de 1959 e 1963 , e Oscar Schmidt o maior pontuador da história do basquete
brasileiro com cerca de 49.737 pontos são sem duvidas os maiores personagens do
Brasil em relação ao que se diz respeito a modalidade da bola laranja, mas fora
das quadras possuem visões e opiniões completamente diferentes algumas até
duras em relações a assuntos como desempenho da seleção e quem seria o nome
ideal para o comando da equipe.
E com esse discurso - Nós nos tratamos
civilizadamente. Não privo da amizade dele, não o vejo frequentemente. Apenas
vejo os comentários que ele faz. Ele é marqueteiro, eu já não sou. Sou mais
retraído, mais reservado. Eu discordo dessa maneira de pensar que ele tem,
quando ele disse, depois que a seleção não se classificou “Fora Magnano, volta
Cláudio Mortari”. Não, pelo amor de Deus! O Mortari já fez o que ele tinha que
fazer no basquete, agora tem que ficar lá no Pinheiros, onde está. Há outros
técnicos em vez do Mortari. E o Magnano, com certeza, é a melhor opção que
temos no momento , falou Amaury alfinetando a opinião de Oscar dita há alguns
meses atrás. Oscar foi procurado para saber sobre a declaração de Amaury e logo
disse.
- Nunca a opinião dele deu repercussão .
É a primeira vez que me perguntam. Prefiro saber a opinião do Kobe , Larry Bird
do Coach K, o que ele disse não me interessa não precisa me dizer. Finalizou o
cestinha do Brasil.
Apesar das palavras trocadas , Amaury
disse que não tem nada contra a pessoa Oscar e questões de diferença de opinião
existem sempre - Eu telefonei para o Oscar na época e
disse que eu, minha família, meus amigos estávamos todos torcendo para ele e
que tínhamos certeza que ele venceria esse grande contratempo que ele está
passando. E espero que assim se suceda. Porque, afinal de contas, ele é um ser
humano e merece toda a minha consideração e meu respeito, apesar de
divergências técnicas e de questões de pontos de vista que nós possamos ter em
relação ao basquete brasileiro.
Oscar foi bastante duro em relação aos jogadores brasileiros
que jogam na NBA quando o assunto foi representar a seleção brasileira , já Amaury
foi de opinião contraria principalmente em relação ao Nenê -Eles são profissionais. O Nenê Hilário foi vaiado no jogo da NBA lá no
Rio de Janeiro. Mas ele é um jogador de origem humilde, que atingiu uma
condição excepcional, estratosférica em questão de remuneração. E quem manda
nele é a equipe dele. Se não há seguro que possa resguardar o interesse do
clube, ele, obviamente, não pode participar. Disse Amaury Pasos. A única virgula
que o ex atleta colocou é que os jogadores brasileiros deveriam colocar
clausulas nos contratos que os permitissem servir as suas seleções em seus
contratos, assim como fez Tony Parker pela França , Ginobili e Scola pela
Argentina e muitos outros.
Com a não classificação da seleção
brasileira para o mundial de 2014 através da Copa América, caso o Brasil seja
convidado Amaury disse que não tem o porque deixar atletas atuando na NBA de
fora. - Não é uma mancha. Se for convidado e o patrocinador arcar com o
pagamento de 500 mil euros, que é o que a FIBA exige para participação, acho
que o Brasil tem sim que participar. Por que não? Olha, na Olimpíada de Moscou,
o Brasil não se classificou e somente participou porque os EUA declararam
boicote aos Jogos e não compareceram. E no seu lugar entrou o Brasil.
Amaury já teve a oportunidade de ir
jogar no basquete norte-americano mas assim como Oscar anos depois preferiu
servir a seleção brasileira, mas ele lembra que o Mão Santa também já recusou
vestir a amarelinha em duas ocasiões, durante sua passagem pelo Caserta
(Itália) de 1982 a 1990.
- Fui filhinho de papai. Eu não precisava do basquete para me manter,
para estudar. Já não é o caso desses jogadores. Fico até sem jeito de falar,
mas o Oscar criticou demasiadamente o Nenê. Mas ele, quando jogava no Caserta,
também deixou de ir a um Sul-Americano e em um campeonato mundial porque a
equipe exigia a presença dele lá. Então ele não foi. Essa é uma condição do
jogador. Agora muito mais,
porque hoje em dia é um profissionalismo sério da
NBA e o Nenê está tendo um desempenho maravilhoso. Outro dia fez 30 pontos
contra os Lakers e ele vai ser um jogador importantíssimo se nós viermos a
disputar esse campeonato mundial.
- O basquete brasileiro está retomando a condição que sempre ostentou,
da dita geração de ouro, que conquistou dois campeonatos mundiais, duas
medalhas olímpicas e figurava entre as três melhores equipes do mundo. Houve um
período, a meu ver, que a síntese do basquete foi, de certa forma deturpado. O
basquete é um jogo de conjunto, e isso é indispensável para que uma equipe
obtenha bons resultados. Tem que haver solidariedade, companheirismo e que os
jogadores se integrem. Então, a não ser aquele pan-americano e um terceiro
lugar em um campeonato mundial, ficou aquém das suas possibilidades, porque
havia bons jogadores. Mas eles ficavam ofuscados dada a condição que o Oscar
exerceu, com a anuência de técnicos e dirigentes que não entendo o porquê.
Porque se você me perguntasse se eu jogaria nessa equipe, eu não jogaria,
porque eu não sou passador de bola. Eu podia ser um armador, mas não pura
e simplesmente um passador de bola.
- Agora, com a vinda do Magnano, um técnico que foi campeão mundial e
olímpico dirigindo a seleção argentina, vi que, especialmente, nas Olimpíadas
de Londres, o Brasil por pouco não conseguiu chegar à parte final da
competição. Perdeu da Rússia no último segundo, em uma contingência toda
especial, inerente ao jogo. E me parece que, daqui para frente, que esses novos
jogadores, tanto os que estão jogando na NBA, quanto os que estão aqui, nós
vamos ter condições de tentar atingir novamente aquela condição que sempre
ostentamos - completou Amaury.







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